Elisângela B. Taborda

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Caí no golpe do falso advogado - o que fazer para tentar recuperar o dinheiro

Veja o que fazer depois do golpe do falso advogado: avisar o banco, contestar as operações, acionar o MED, proteger o celular e preservar as provas.

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Escrito por Elisangela B. Taborda

2 de setembro de 2026

Vítima preocupada ao telefone e golpista fantasiado de advogado se passando por assessor do juiz no golpe do falso advogado.

Vítima ao telefone e golpista fantasiado de advogado no golpe do falso assessor do juiz.

Ilustração do golpe do falso advogado: vítima em chamada telefônica e criminoso com peruca e placa de falso assessor do juiz.

Golpistas se passam pelo advogado da vítima, por funcionários do escritório e até por supostos servidores da Justiça ou assessores do juiz. Utilizando informações verdadeiras sobre um processo judicial, eles convencem a vítima de que existe um valor para receber e que é necessário cadastrar uma conta bancária para a liberação.

A partir daí, o golpe pode evoluir para o envio de um link de phishing, uma página falsa para captura de senhas, instalação de malware, chamada de vídeo, compartilhamento de tela ou acesso remoto ao celular. Quando a vítima percebe o que aconteceu, o prejuízo pode não estar limitado a um Pix: empréstimos, cartões, limites e outras movimentações também podem ter sido utilizados.

Se você caiu no golpe do falso advogado e houve movimentação financeira, a primeira providência é entrar em contato com o banco. Não espere registrar o boletim de ocorrência para somente depois procurar a instituição financeira.

Utilize a central oficial de atendimento ou o próprio aplicativo do banco. Localize as operações relacionadas ao golpe, utilize a opção de contestar transação quando disponível e informe claramente que sofreu uma fraude bancária.

Depois disso, é necessário conferir toda a movimentação da conta para descobrir a extensão real do prejuízo.

Como acontece o golpe do falso advogado

O golpe costuma começar de maneira extremamente convincente porque os criminosos possuem informações verdadeiras.

Eles podem saber o nome da vítima, o nome do advogado responsável pelo processo, número da ação, partes envolvidas, decisões judiciais e até valores discutidos no processo. Com essas informações, criam um perfil no WhatsApp utilizando o nome e a fotografia do advogado verdadeiro.

O primeiro contato pode informar que houve uma decisão favorável, acordo, indenização, levantamento de valores ou outra quantia disponível para recebimento.

Em alguns casos, o próprio falso advogado continua toda a fraude. Em outros, ele diz que um funcionário da Justiça entrará em contato para concluir o procedimento.

É aí que pode surgir uma segunda pessoa se apresentando como servidor do fórum, funcionário do setor de pagamentos ou até assessor do juiz.

Esse segundo personagem torna o golpe ainda mais convincente. A vítima acredita que primeiro falou com seu advogado e agora está sendo atendida diretamente por alguém ligado ao Poder Judiciário.

O suposto assessor então explica que precisa “cadastrar a conta” em que o dinheiro será recebido.

O problema começa justamente nesse cadastro.

O falso assessor do juiz pede para cadastrar a conta bancária

O criminoso pode dizer que o cadastro é necessário para receber um alvará, levantamento judicial, indenização, precatório, acordo ou qualquer outro valor supostamente liberado pelo processo.

Para isso, envia um link ou inicia uma chamada de vídeo.

A justificativa parece burocrática e legítima. O falso funcionário pode orientar a vítima a abrir o aplicativo do banco, informar qual instituição utiliza, mostrar determinada tela ou seguir uma sequência de procedimentos.

Em algumas abordagens, ele pede compartilhamento da tela. Em outras, envia um programa que supostamente seria necessário para concluir o cadastro ou receber o pagamento.

Nada disso faz parte de um procedimento normal para receber valores judiciais.

Um assessor de juiz verdadeiro não precisa acessar o celular da parte, visualizar seu aplicativo bancário, instalar programa de acesso remoto ou acompanhar sua tela para cadastrar uma conta destinada ao recebimento de valores.

Quando o criminoso envia um link para cadastrar a conta, existem dois riscos especialmente relevantes.

O primeiro é o phishing.

A vítima acessa uma página criada para parecer legítima e encontra campos para informar banco, agência, conta, CPF, senha ou outros dados. A página pode imitar um ambiente bancário, judicial ou alguma plataforma aparentemente oficial.

Os dados digitados não estão cadastrando conta alguma. Eles estão sendo enviados aos criminosos.

O segundo risco é a instalação de malware.

O link pode induzir a vítima a baixar um aplicativo ou conceder permissões que permitem acompanhar ou controlar o aparelho. Dependendo do método utilizado, os fraudadores podem visualizar informações, acompanhar códigos recebidos, identificar credenciais ou obter acesso suficiente para realizar novas etapas da fraude.

Por isso, depois de perceber o golpe, não continue utilizando o link para tentar descobrir o que aconteceu.

Chamada de vídeo, compartilhamento de tela e acesso remoto

A chamada de vídeo também pode ser utilizada para conduzir a vítima durante a fraude.

O criminoso permanece na ligação dando instruções e dizendo onde clicar. Em determinado momento, pode pedir que a vítima compartilhe a tela ou instale algum aplicativo sob a justificativa de que precisa visualizar o procedimento de cadastro.

Compartilhar a tela permite que o fraudador acompanhe informações que aparecem no aparelho. Se houver também um aplicativo de controle remoto ou permissões adicionais, o risco é ainda maior.

Durante esse período podem ocorrer movimentações financeiras que a vítima só perceberá depois.

Por isso, se houve compartilhamento de tela ou acesso remoto, não verifique apenas a transferência que chamou sua atenção inicialmente. É necessário conferir a conta inteira.

Caí no golpe do falso advogado, o que fazer primeiro?

Entre em contato imediatamente com o banco.

Utilize o aplicativo oficial, o telefone da central de atendimento, o número existente no verso do cartão ou outro canal cuja autenticidade possa ser confirmada.

Informe que sofreu uma fraude bancária.

Se o aplicativo permitir, localize as transações relacionadas ao golpe e utilize a opção de contestação disponível. No Pix, atualmente existe mecanismo próprio para que operações relacionadas a golpes, fraudes e crimes sejam contestadas dentro do ambiente bancário.

Solicite e guarde os protocolos de todas as comunicações.

Não descreva o ocorrido simplesmente como alguém que deseja cancelar um Pix. O ponto central é informar que as transações estão relacionadas a uma fraude praticada por criminosos que utilizaram falsa identidade e engenharia social.

Se durante o golpe houve acesso ao aparelho, compartilhamento de tela ou instalação de algum programa, informe também essa circunstância.

Confira todas as movimentações, não apenas o primeiro Pix

Depois de avisar o banco, confira toda a conta.

Analise o extrato desde o início do contato com os criminosos e procure transferências Pix, TEDs, pagamentos, saques, resgates de investimentos e movimentações entre contas.

Verifique também empréstimos e outras operações de crédito.

O prejuízo pode não ter saído apenas do dinheiro que já estava disponível. Em fraudes com acesso ao aparelho, também pode ocorrer utilização de limite ou contratação de crédito seguida de transferência dos valores.

Confira ainda os cartões.

Abra as faturas, observe compras recentes e operações ainda em processamento. Verifique se houve alteração de limite ou utilização de crédito durante o período da fraude.

Qualquer outra operação relacionada ao episódio deve ser comunicada ao banco.

Esse levantamento é importante porque algumas vítimas descobrem inicialmente uma única transferência e somente depois percebem que ocorreram outras movimentações.

Se houve Pix, acione o MED

Quando o golpe envolve Pix, deve ser acionado o Mecanismo Especial de Devolução, o MED.

O mecanismo foi criado especificamente para situações envolvendo fraude, golpe ou crime e permite que as instituições financeiras envolvidas analisem a ocorrência e tentem bloquear os recursos.

Atualmente, a vítima pode encontrar no próprio aplicativo bancário a opção para contestar uma transação Pix relacionada a fraude.

Ao relatar o golpe, o banco da vítima registra a notificação de infração e instaura o procedimento do MED. A instituição que recebeu o dinheiro realiza o bloqueio dos valores disponíveis e as instituições analisam a ocorrência.

O MED não significa que o dinheiro será automaticamente devolvido.

A recuperação depende da análise da fraude e dos valores que ainda possam ser localizados. Se o dinheiro já tiver sido movimentado, pode ocorrer devolução parcial ou o procedimento pode terminar sem recuperação naquele momento.

Por isso, embora existam prazos regulamentares para funcionamento do mecanismo, a vítima não deve esperar. Quanto antes o banco for comunicado, melhor.

Não espere o boletim de ocorrência para procurar o banco

O boletim de ocorrência é importante, mas não deve atrasar a contestação bancária.

Quando a fraude acabou de acontecer, o primeiro movimento deve ser financeiro: comunicar o banco, contestar as operações e tentar impedir que o dinheiro continue circulando.

Depois disso, organize as provas e registre a ocorrência policial.

Essa ordem é especialmente importante no Pix, porque os valores podem ser enviados rapidamente para outras contas.

O boletim documentará o crime e auxiliará na investigação, mas ele não substitui os procedimentos de contestação e bloqueio realizados pelas instituições financeiras.

Se houve phishing ou malware, proteja o aparelho

Se você clicou no link enviado pelo falso advogado ou pelo falso assessor, tente lembrar exatamente o que aconteceu depois.

Você digitou informações em alguma página? Informou senha? Instalou um aplicativo? Concedeu alguma permissão? Compartilhou a tela?

Se houver suspeita de malware, acesso remoto ou comprometimento do celular, utilize outro dispositivo confiável para entrar em contato com o banco e alterar suas senhas.

Não altere credenciais importantes no mesmo aparelho enquanto houver dúvida sobre sua segurança.

Antes de remover aplicativos suspeitos, faça capturas de tela mostrando o nome do programa e outras informações disponíveis. Esses registros podem ajudar a demonstrar posteriormente como ocorreu o acesso.

Também altere a senha do e-mail principal se ele puder ser utilizado para recuperar acessos a outras contas.

Depois do banco, preserve todas as provas

Não apague as conversas.

Preserve o histórico completo com o falso advogado e com qualquer pessoa que tenha se apresentado como funcionário da Justiça ou assessor do juiz.

Guarde números de telefone, fotografias utilizadas nos perfis, áudios, documentos enviados, links recebidos, histórico das chamadas e capturas de tela.

Também preserve comprovantes bancários, extratos, faturas, contratos de empréstimos eventualmente realizados e todos os protocolos fornecidos pelo banco.

As informações verdadeiras utilizadas pelos criminosos também são relevantes.

Número do processo, nome do advogado, decisões judiciais, valores e documentos reais ajudam a compreender como a vítima foi convencida de que estava participando de um procedimento legítimo.

Entre em contato com o advogado verdadeiro

Depois das providências bancárias urgentes, procure o advogado que realmente acompanha seu processo.

Utilize um número que você já conhecia antes, o telefone oficial do escritório ou outro canal seguro.

Não utilize um contato indicado pelo próprio criminoso para confirmar a identidade de outro contato.

O advogado verdadeiro poderá confirmar que aquelas orientações não partiram do escritório e também verificar quais informações sobre o processo foram utilizadas na fraude.

Essa comunicação é importante ainda para que outros clientes possam ser alertados caso os criminosos estejam utilizando o mesmo nome ou fotografia.

Registre o boletim de ocorrência

O boletim deve explicar a sequência completa da fraude.

Informe inicialmente como ocorreu o contato e quem o criminoso afirmava ser.

Se outra pessoa se apresentou posteriormente como funcionário da Justiça, servidor do fórum ou assessor do juiz, registre essa informação.

Explique se houve envio de link, acesso a página falsa, chamada de vídeo, compartilhamento de tela, instalação de aplicativo ou possível acesso remoto.

Também relacione todas as operações financeiras encontradas, com valores, datas, horários, contas destinatárias e instituições envolvidas.

Anexe ou preserve os comprovantes e informe os protocolos gerados pelo banco.

Quanto mais clara estiver a cronologia, mais fácil será compreender como o golpe evoluiu da falsa identidade até a movimentação financeira.

Fiz um Pix durante o golpe. Ainda posso contestar?

A transação relacionada à fraude deve ser comunicada ao banco.

O ponto relevante é informar que houve uma fraude bancária e que as operações foram realizadas no contexto do golpe do falso advogado.

Os criminosos utilizaram falsa identidade, informações verdadeiras do processo e engenharia social para induzir a vítima.

Quando houver Pix, deve ser solicitado o tratamento da ocorrência como fraude e o acionamento do MED.

Evite transformar o relato em uma simples discussão sobre “cancelar um Pix”. É necessário explicar que existe uma fraude por trás da operação.

Golpe do falso advogado e responsabilidade do banco

Quando os valores não são recuperados administrativamente, pode ser necessário avaliar a responsabilidade das instituições financeiras envolvidas.

No banco da vítima, um dos pontos relevantes é analisar se as operações realizadas durante o golpe eram compatíveis com o comportamento habitual daquela conta.

Valores muito superiores ao histórico, vários destinatários novos, operações em sequência, contratação repentina de empréstimos, utilização atípica de limites e outras alterações podem ser elementos importantes.

Isso não significa que qualquer movimentação diferente gere automaticamente responsabilidade bancária.

A análise precisa mostrar qual falha ocorreu, quais mecanismos de segurança estavam disponíveis e como a instituição reagiu diante do comportamento observado.

Também é importante verificar se houve acesso a partir de novo dispositivo, alteração de limites, contratação e utilização imediata de crédito ou outras circunstâncias que façam parte da sequência da fraude.

O banco que recebeu o dinheiro também pode ser responsabilizado?

No escritório, trabalhamos com a tese de responsabilização do banco recebedor quando a conta utilizada na fraude foi aberta ou mantida sem os controles de segurança necessários.

As instituições financeiras possuem deveres relacionados à identificação de seus clientes, prevenção de fraudes e monitoramento das contas utilizadas em seu sistema.

No golpe do falso advogado, a conta que recebe o dinheiro pode funcionar apenas como passagem. Os valores entram e são rapidamente transferidos para outras contas, dificultando sua recuperação.

Por isso, a análise não deve se limitar ao banco de onde saiu o dinheiro.

Também é necessário verificar a instituição que recebeu os recursos, as características da conta beneficiária, sua abertura, movimentação e eventual existência de sinais de utilização fraudulenta.

A responsabilidade deve ser demonstrada no caso concreto, mas o fato de o dinheiro ter sido enviado voluntariamente pela vítima enganada não significa que a atuação do banco recebedor deixe de ser analisada.

Existem situações em que justamente a abertura ou manutenção da conta utilizada pelos fraudadores constitui um dos pontos centrais da discussão judicial.

O banco negou a contestação. O que fazer?

Guarde a resposta.

Não descarte protocolos, e-mails, telas do aplicativo ou documentos que demonstrem o motivo apresentado para a negativa.

Uma resposta administrativa desfavorável não significa, por si só, que todas as possibilidades de recuperação terminaram.

É necessário analisar como ocorreu o golpe, quais operações foram realizadas, como os bancos reagiram e quais provas existem de eventuais falhas.

O mesmo vale quando o MED é encerrado por ausência de saldo na conta destinatária.

O MED é um mecanismo administrativo de tentativa de recuperação do dinheiro. Seu encerramento sem devolução não equivale a uma decisão judicial afirmando que nenhuma instituição possui responsabilidade.

Nessa etapa, a análise jurídica passa a ser especialmente importante.

Uma advogada para golpe do falso advogado pode examinar as conversas, extratos, comprovantes, protocolos, resposta do MED, eventuais empréstimos e as instituições utilizadas para receber os valores para verificar quais medidas são possíveis no caso concreto.

A fraude pode ser maior do que parece no primeiro momento

Um dos erros depois do golpe é olhar apenas para a transferência que chamou atenção.

Quando houve phishing, malware, compartilhamento de tela ou acesso remoto, a análise precisa ser mais ampla.

Os criminosos podem ter visualizado informações, utilizado limites, contratado crédito, movimentado investimentos ou realizado outras operações durante o período em que tiveram acesso à vítima.

Por isso, o procedimento após o golpe segue uma ordem lógica.

Primeiro, avise o banco que sofreu uma fraude bancária e conteste as operações relacionadas ao golpe. Se houve Pix, acione o MED.

Depois, confira conta, cartões, empréstimos e investimentos.

Se o celular pode ter sido comprometido, utilize outro aparelho confiável para proteger suas credenciais.

Em seguida, preserve conversas, documentos, comprovantes e protocolos e registre o boletim de ocorrência.

Por fim, caso o dinheiro não seja recuperado administrativamente, analise a atuação tanto do banco da vítima quanto da instituição que recebeu os valores.

O golpe do falso advogado atual não é apenas uma mensagem pedindo pagamento de uma taxa falsa. Em muitos casos, existe uma estrutura de engenharia social preparada para fazer a vítima acreditar que está falando primeiro com seu advogado e depois com o próprio Poder Judiciário.

O padrão se aproxima de outros golpes com falsa identidade, como o golpe do falso gerente e da falsa central bancária.

É justamente por isso que o golpe consegue avançar até o aplicativo bancário.

Depois que a fraude acontece, a prioridade deixa de ser descobrir como evitá-la. O objetivo passa a ser interromper o prejuízo, preservar as provas e identificar quais medidas podem ser adotadas para tentar recuperar os valores.

Perguntas frequentes sobre o golpe do falso advogado

Dra. Elisângela B. Taborda Dra. Elisângela B. Taborda Responde as principais perguntas FAQ

Perguntas e respostas frequentes, respondidas pelo escritório.

Marina

Caí no golpe do falso advogado. O que faço primeiro?

Dra. Elisângela B. Taborda

Avise imediatamente o banco que sofreu uma fraude bancária e conteste as transações relacionadas ao golpe. Se houve Pix, solicite também o MED.

Pedro

O golpista disse que era assessor do juiz. Isso acontece nesse golpe?

Dra. Elisângela B. Taborda

Sim. É comum que o falso advogado apresente outra pessoa como servidor da Justiça ou assessor do juiz para convencer a vítima de que precisa cadastrar a conta bancária para receber valores do processo.

Júlia

Fiz uma chamada de vídeo e compartilhei a tela. O que devo fazer?

Dra. Elisângela B. Taborda

Avise o banco que sofreu uma fraude bancária e confira todas as movimentações, empréstimos e cartões. Se houver suspeita de acesso ao aparelho, altere suas senhas utilizando outro dispositivo confiável.

Rafael

Cliquei no link para cadastrar minha conta. Existe risco?

Dra. Elisângela B. Taborda

Sim. Esse tipo de link pode fazer parte de um ataque de phishing, levando a uma página falsa criada para capturar senhas e dados bancários ou induzindo a instalação de malware no celular. Avise o banco e, se informou senhas ou instalou algum aplicativo, altere suas credenciais utilizando outro dispositivo confiável.

Camila

Posso contestar o Pix relacionado ao golpe?

Dra. Elisângela B. Taborda

Sim. Informe ao banco que sofreu uma fraude bancária e conteste a transação como golpe. Se houve Pix, solicite também o acionamento do MED.

Lucas

Preciso fazer o boletim de ocorrência antes de falar com o banco?

Dra. Elisângela B. Taborda

Não. Procure primeiro o banco e faça as contestações. Depois, preserve as provas e registre o boletim de ocorrência.

Fernanda

O MED garante que o dinheiro será devolvido?

Dra. Elisângela B. Taborda

Não. O MED permite que as instituições analisem a fraude e tentem bloquear valores relacionados ao golpe. A devolução depende da análise e dos recursos que puderem ser localizados.

Diego

O banco que recebeu o dinheiro também pode responder?

Dra. Elisângela B. Taborda

Sim. No escritório, trabalhamos com a tese de responsabilização do banco recebedor quando a conta utilizada na fraude foi aberta ou mantida sem os controles de segurança necessários. A instituição também possui deveres de identificação, prevenção e monitoramento das contas utilizadas para receber valores de golpes.

Marina

O banco negou a contestação. O caso acabou?

Dra. Elisângela B. Taborda

Não necessariamente. Guarde os protocolos, extratos, comprovantes e a resposta do banco. Esses documentos permitem analisar se houve falha bancária e quais outras medidas podem ser adotadas.

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