Elisângela B. Taborda

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Pedido de Desbloqueio Judicial de Conta Bancária

Conta bloqueada judicialmente? Entenda o pedido de desbloqueio, por que o banco não libera sozinho, quais documentos ajudam e por que o tempo pode fazer diferença.

·Atualizado em ·

Escrito por Elisangela B. Taborda

11 de junho de 2025

Advogada assinando pedido de desbloqueio judicial de conta bancária com documentos e martelo do juiz sobre a mesa

Pedido de desbloqueio judicial de conta bancária: banco, verba protegida, documentos e atuação no processo.

Ter uma conta bloqueada judicialmente costuma gerar desespero imediato. A pessoa tenta pagar aluguel, mercado, remédio, escola, funcionário, fornecedor ou fatura do cartão e descobre que o dinheiro está parado, indisponível e sem possibilidade de movimentação.

Nessa hora, muita gente procura o banco acreditando que a instituição pode liberar o valor. Mas, quando o bloqueio vem de ordem judicial, o banco apenas cumpre a determinação recebida. Em regra, ele não decide sozinho se o dinheiro será liberado.

O desbloqueio precisa ser tratado no processo que gerou a ordem. Por isso, o primeiro ponto é entender de onde veio o bloqueio, qual valor foi atingido, se houve excesso, se o dinheiro tem origem protegida e se existe fundamento para pedir a liberação total ou parcial.

O tempo também é importante. Em muitos casos, o dinheiro primeiro fica bloqueado na conta e, depois, pode ser transferido para o processo. Quanto mais a pessoa demora para agir, maior pode ser o risco de o valor sair da conta bancária e ser levado para uma conta judicial.

Neste artigo, você vai entender o que é o pedido de desbloqueio judicial de conta bancária, quando ele pode ser feito, quais documentos ajudam, por que o banco não resolve sozinho e por que a análise rápida pode fazer diferença.

Conta bloqueada? O tempo pode fazer diferença.

No bloqueio judicial, o dinheiro pode primeiro ficar indisponível na conta e depois ser transferido para o processo.

Se o valor bloqueado é salário, aposentadoria, benefício, pensão, dinheiro de sustento, conta de empresa ou quantia maior que a dívida, a situação deve ser analisada rapidamente.

O objetivo é entender se existe fundamento para pedir o desbloqueio antes que o valor seja transferido e a situação fique mais difícil de resolver.

O que é pedido de desbloqueio judicial de conta bancária?

O pedido de desbloqueio judicial de conta bancária é a medida apresentada ao juiz para tentar liberar valores que foram bloqueados por ordem judicial.

Esse pedido pode ser necessário quando o bloqueio atinge dinheiro protegido por lei, quando o valor bloqueado é maior do que a dívida, quando há erro na ordem, quando a conta pertence a terceiro ou quando a retenção compromete despesas essenciais.

Na prática, não basta dizer que o dinheiro é necessário. É preciso demonstrar, com documentos, qual é a origem do valor bloqueado, qual é o impacto da retenção e por que aquele dinheiro não deveria continuar preso.

Alguns exemplos de situações que podem justificar a análise do desbloqueio são:

  • bloqueio de salário;
  • bloqueio de aposentadoria;
  • bloqueio de pensão;
  • bloqueio de benefício previdenciário ou assistencial;
  • bloqueio de verba alimentar;
  • bloqueio de conta usada para despesas básicas;
  • bloqueio superior ao valor da dívida;
  • bloqueio repetido em mais de uma conta;
  • bloqueio de conta de empresa essencial para funcionamento;
  • bloqueio de conta de terceiro;
  • bloqueio de valores já comprometidos com folha de pagamento, aluguel ou fornecedores.

Cada caso precisa ser analisado conforme o processo, a origem do dinheiro e os documentos disponíveis.

Por que o banco não desbloqueia a conta sozinho?

Quando o bloqueio é judicial, o banco não age por vontade própria. Ele recebe uma ordem do Poder Judiciário e deve cumprir essa determinação.

Por isso, ligar para o banco, abrir reclamação ou insistir no atendimento pode ajudar a obter informações sobre o bloqueio, mas normalmente não resolve a liberação do dinheiro.

O banco pode informar que houve bloqueio judicial, indicar se existe número de processo, vara, tribunal ou ordem vinculada. Mas a decisão sobre manter ou liberar o valor cabe ao juiz responsável pelo processo.

Isso significa que o caminho correto não é discutir apenas com o banco. O ponto principal é localizar o processo, entender a origem da ordem e verificar se existe fundamento jurídico para pedir o desbloqueio.

O tempo é precioso: o dinheiro pode ser transferido para o processo

Um erro comum é imaginar que o dinheiro bloqueado ficará parado indefinidamente na conta, aguardando alguma solução automática.

Na prática, o bloqueio pode ser apenas a primeira etapa. Depois que o valor fica indisponível, o juiz pode determinar a transferência do dinheiro para o processo. Quando isso acontece, o valor deixa a conta bancária e passa a ficar vinculado à execução.

Por isso, o tempo é um fator importante. Quanto mais demora para entender a origem do bloqueio e verificar se existe fundamento para pedir a liberação, maior pode ser o risco de o dinheiro ser transferido antes de qualquer análise adequada.

Esse cuidado é ainda mais relevante quando o bloqueio atinge salário, aposentadoria, pensão, benefício, dinheiro de sustento, reserva de emergência, valor acima da dívida ou conta usada para manter uma empresa funcionando.

Nesses casos, a urgência não está apenas em saber por que a conta foi bloqueada. A urgência está em avaliar se ainda há tempo de pedir o desbloqueio antes da transferência dos valores para o processo.

O que fazer quando a conta é bloqueada judicialmente?

Quando a conta é bloqueada, a primeira reação costuma ser procurar o banco. Isso pode ser útil para obter informações, mas não deve ser a única providência.

Algumas medidas ajudam a entender melhor a situação:

  • tire prints da tela do aplicativo mostrando o bloqueio;
  • solicite ao banco informações sobre a ordem judicial;
  • verifique se aparece número do processo, vara ou tribunal;
  • separe extratos bancários recentes;
  • identifique a origem do dinheiro bloqueado;
  • reúna comprovantes de salário, aposentadoria, pensão, benefício ou recebimentos;
  • se o bloqueio atingiu empresa, separe folha de pagamento, fornecedores, tributos e despesas urgentes;
  • evite aceitar acordo sem entender a origem da cobrança;
  • procure orientação para localizar o processo e avaliar o caminho adequado.

Essa organização inicial é importante porque o pedido de desbloqueio depende de prova. Quanto mais claro for o motivo pelo qual aquele dinheiro deve ser liberado, maior a possibilidade de uma análise objetiva pelo juiz.

Não sabe de qual processo veio o bloqueio?

Muitas pessoas descobrem o bloqueio pelo aplicativo do banco, mas não sabem qual processo gerou a ordem.

Com prints, extratos, dados da conta e informações fornecidas pelo banco, é possível buscar a origem do bloqueio e entender se ele veio de execução cível, execução fiscal, dívida bancária, processo trabalhista, pensão alimentícia ou outro tipo de cobrança.

Sem localizar o processo, fica difícil saber o que pedir e para quem pedir.

De onde pode vir um bloqueio judicial?

O bloqueio judicial pode ter origem em diferentes tipos de processo.

Entre os mais comuns estão:

  • execução de dívida bancária;
  • cobrança de cartão de crédito;
  • empréstimo ou contrato não pago;
  • execução fiscal;
  • dívida tributária;
  • processo trabalhista;
  • pensão alimentícia;
  • cobrança condominial;
  • dívida empresarial;
  • cumprimento de sentença;
  • processo antigo que voltou a andar;
  • ação em que a pessoa nem sabia que já havia ordem de bloqueio.

Em alguns casos, o bloqueio surpreende porque a pessoa não sabia da existência do processo ou não recebeu corretamente a comunicação anterior. Em outros, a pessoa sabia da dívida, mas não esperava que o dinheiro fosse bloqueado diretamente na conta.

Por isso, localizar o processo é essencial. A estratégia muda conforme a origem da cobrança, o valor da dívida, o tipo de verba bloqueada e a situação econômica da pessoa ou da empresa.

Salário, aposentadoria, pensão e benefício podem ser desbloqueados?

Salário, aposentadoria, pensão, benefícios previdenciários e verbas destinadas ao sustento têm proteção legal em diversas situações.

Mas isso não significa que o desbloqueio acontece automaticamente. Na prática, é necessário demonstrar ao juiz que o valor bloqueado tem origem protegida e que a retenção compromete o sustento da pessoa ou da família.

Por exemplo, se o bloqueio atingiu salário depositado em conta corrente, pode ser necessário apresentar holerite, contrato de trabalho, extratos bancários e documentos que demonstrem a origem do dinheiro.

No caso de aposentadoria ou benefício, podem ser usados extratos do INSS, comprovantes de pagamento, histórico bancário e documentos que mostrem que aquele valor é usado para despesas essenciais.

O mesmo cuidado vale para pensão, verba alimentar, benefício assistencial ou outros valores vinculados à sobrevivência da pessoa.

O ponto principal é: não basta afirmar que o dinheiro é salário ou benefício. É preciso comprovar.

O bloqueio atingiu dinheiro de sustento?

Quando o bloqueio atinge salário, aposentadoria, pensão, benefício ou valor usado para despesas básicas, a situação precisa ser analisada com urgência.

Esse dinheiro pode estar protegido por lei, mas a origem do valor precisa ser demonstrada no processo correto.

Quanto mais rápido essa análise é feita, menor o risco de o valor permanecer preso ou ser transferido para o processo sem que a situação seja esclarecida.

Quais documentos ajudam no pedido de desbloqueio judicial?

Os documentos variam conforme o caso, mas alguns costumam ser importantes para entender o bloqueio e preparar o pedido de liberação.

Para pessoa física, podem ajudar:

  • print do bloqueio no aplicativo do banco;
  • mensagem ou aviso enviado pelo banco;
  • número do processo, se aparecer;
  • extratos bancários dos últimos meses;
  • comprovante de salário ou holerite;
  • extrato de aposentadoria, pensão ou benefício;
  • declaração de imposto de renda, se útil ao caso;
  • comprovantes de aluguel, mercado, remédios, escola e despesas essenciais;
  • documentos pessoais;
  • comprovantes de que a conta é usada para sustento.

Para empresa, podem ajudar:

  • print do bloqueio;
  • extratos da conta empresarial;
  • contrato social;
  • folha de pagamento;
  • comprovantes de tributos;
  • contas de aluguel, fornecedores e despesas operacionais;
  • documentos que mostrem risco à atividade da empresa;
  • demonstrativos de fluxo de caixa, quando houver;
  • informações sobre contratos em andamento.

Esses documentos ajudam a demonstrar ao juiz que o bloqueio atingiu valor protegido, essencial ou superior ao necessário.

Documentos certos ajudam na urgência

No desbloqueio judicial, tempo e prova caminham juntos.

Se o dinheiro foi bloqueado e existe risco de transferência para o processo, não adianta apenas afirmar que o valor é importante. É preciso mostrar rapidamente de onde veio o dinheiro e por que ele deve ser liberado.

Prints, extratos e comprovantes podem fazer diferença na análise.

Quando cabe pedir desbloqueio judicial de conta bancária?

O desbloqueio pode ser analisado em diferentes situações.

Algumas das hipóteses mais comuns são:

  • bloqueio de salário;
  • bloqueio de aposentadoria;
  • bloqueio de benefício do INSS;
  • bloqueio de pensão;
  • bloqueio de valores usados para sustento;
  • bloqueio de valor superior ao necessário;
  • bloqueio de conta de terceiro;
  • bloqueio em duplicidade;
  • bloqueio de conta empresarial essencial;
  • bloqueio de valores impenhoráveis;
  • bloqueio decorrente de erro de identificação;
  • bloqueio que compromete despesas básicas da família;
  • bloqueio que inviabiliza atividade de empresa.

O pedido pode buscar o desbloqueio total, desbloqueio parcial, substituição da penhora, limitação do bloqueio ou reconhecimento de excesso, conforme o caso.

Nem todo bloqueio será liberado. Porém, quando há fundamento jurídico e documentos que comprovam a situação, o caso pode ser levado ao juiz para análise.

Bloqueio maior que a dívida: quando há excesso?

Pode haver excesso quando o valor bloqueado supera o necessário para garantir a dívida ou quando o bloqueio atinge mais contas do que deveria.

Isso pode acontecer, por exemplo, quando há bloqueio simultâneo em várias contas, bloqueio de valores que ultrapassam o débito atualizado ou retenção de quantia que deveria ser limitada.

Nesses casos, pode ser possível pedir a liberação do excesso, a redução do bloqueio ou a substituição por outra forma de garantia.

O excesso precisa ser demonstrado com base no processo, no valor da cobrança e nos valores efetivamente bloqueados.

O dinheiro bloqueado volta sozinho?

Em muitos casos, não.

Se a ordem judicial continuar ativa e nenhuma medida for apresentada, o dinheiro pode permanecer indisponível ou ser transferido para o processo.

Por isso, quando o bloqueio atinge verba essencial, salário, aposentadoria, benefício, conta de empresa ou valor acima da dívida, esperar pode ser arriscado.

A pessoa precisa entender se o valor bloqueado pode ser protegido, se houve excesso, se a ordem atingiu dinheiro de terceiro ou se existe outro fundamento para pedir a liberação.

Como funciona o pedido de desbloqueio judicial?

O pedido de desbloqueio judicial é apresentado ao juiz responsável pelo processo que gerou a ordem de bloqueio.

Nesse pedido, o advogado explica por que o valor não deve permanecer bloqueado e apresenta os documentos que comprovam a situação.

A depender do caso, o pedido pode demonstrar que o dinheiro é salário, aposentadoria, benefício, pensão, verba alimentar, valor essencial para a empresa, quantia superior à dívida ou recurso de terceiro.

O juiz pode analisar o pedido de forma urgente, especialmente quando há risco de prejuízo grave, comprometimento do sustento, transferência iminente do valor ou impacto direto sobre atividades essenciais.

A decisão pode determinar o desbloqueio total, o desbloqueio parcial, a manutenção do bloqueio, a substituição da penhora ou a apresentação de informações complementares.

Infográfico em cinco etapas do pedido de desbloqueio judicial de conta bancária: valor bloqueado na conta, banco não libera sozinho, análise do processo e da execução, verificação de prescrição e irregularidades, e pedido judicial elaborado por advogado
Pedido de desbloqueio judicial de conta bancária em 5 etapas: do bloqueio do saldo à análise do processo e à elaboração do pedido pelo advogado.

Tutela de urgência no pedido de desbloqueio

Em alguns casos, o pedido de desbloqueio pode ser feito com urgência.

Isso costuma ocorrer quando o bloqueio atinge dinheiro essencial para alimentação, aluguel, remédio, tratamento médico, folha de pagamento, continuidade da empresa ou despesas indispensáveis.

A urgência também pode existir quando há risco de o dinheiro bloqueado ser transferido para o processo antes de o juiz analisar a origem do valor.

Nessas situações, é importante demonstrar o prejuízo concreto. Quanto mais claros forem os documentos, maior a chance de o juiz compreender rapidamente o impacto do bloqueio.

O que precisa ser analisado para pedir o desbloqueio?

Antes de pedir o desbloqueio, é necessário entender alguns pontos:

  • de qual processo veio o bloqueio;
  • quem é o credor;
  • qual é o valor da dívida;
  • quanto foi bloqueado;
  • se o valor bloqueado é salário, aposentadoria, pensão ou benefício;
  • se houve bloqueio em mais de uma conta;
  • se o valor bloqueado é maior que a dívida;
  • se a conta é pessoal ou empresarial;
  • se o dinheiro pertence a terceiro;
  • se há risco de transferência para o processo;
  • se existem documentos para comprovar a origem do valor.

Essa análise define o tipo de pedido a ser feito. Em alguns casos, o foco será liberar verba alimentar. Em outros, demonstrar excesso. Em outros, proteger conta de empresa ou corrigir erro de bloqueio.

Conta de empresa bloqueada judicialmente

Quando o bloqueio atinge conta de empresa, o impacto pode ser imediato.

A empresa pode ficar sem dinheiro para pagar funcionários, fornecedores, aluguel, tributos, ferramentas, estoque, entregas ou contratos em andamento.

Nesses casos, a discussão não envolve apenas o saldo bloqueado. É necessário demonstrar como a retenção afeta a atividade empresarial e se o bloqueio foi excessivo, desproporcional ou capaz de inviabilizar obrigações essenciais.

Também é importante verificar se houve bloqueio em conta usada para folha de pagamento, recebimento de clientes, capital de giro ou operação diária.

Dependendo do caso, pode ser analisado pedido de desbloqueio parcial, substituição da garantia, limitação do bloqueio ou liberação de valores necessários à continuidade da atividade.

Conta PJ bloqueada e operação parada?

Quando o bloqueio atinge a conta da empresa, o problema pode ir além da dívida.

Folha de pagamento, fornecedores, tributos, aluguel, entregas e contratos podem ser prejudicados em poucos dias.

Se a conta empresarial foi bloqueada, é importante entender a origem da ordem e avaliar rapidamente se há excesso, verba essencial para operação ou possibilidade de medida para reduzir o impacto do bloqueio.

Bloqueio judicial em conta de terceiro

Também existem situações em que o bloqueio atinge conta de pessoa que não deveria responder pela dívida.

Isso pode ocorrer em conta conjunta, conta usada por familiar, empresa do mesmo grupo, sócio, ex-sócio ou pessoa com nome semelhante.

Nesses casos, é necessário demonstrar que o dinheiro não pertence ao devedor ou que a pessoa atingida não deveria suportar aquele bloqueio.

A prova documental é fundamental. Extratos, origem dos valores, titularidade da conta, documentos societários e movimentações bancárias podem ajudar a demonstrar o erro ou a necessidade de liberação.

Acordo resolve o desbloqueio?

Depende.

Em alguns casos, o acordo pode ajudar a resolver a dívida e liberar o valor bloqueado. Mas aceitar uma proposta no desespero, sem entender o processo, pode ser um erro.

Antes de fechar acordo, é importante verificar de onde veio a cobrança, qual é o valor atualizado, se o bloqueio foi correto, se houve excesso, se o dinheiro bloqueado tem proteção legal e se ainda existe defesa possível.

Caso contrário, a pessoa pode acabar aceitando uma dívida maior do que deveria, abrindo mão de discutir valores protegidos ou perdendo a chance de pedir o desbloqueio total ou parcial.

Ou seja: antes de aceitar acordo apenas para tentar liberar a conta, o ideal é consultar um advogado especialista em desbloqueio judicial para entender se o acordo realmente é o melhor caminho.

Quanto tempo demora para desbloquear uma conta judicialmente?

O prazo varia conforme o processo, a vara, o tipo de bloqueio, os documentos apresentados e a urgência demonstrada.

Em casos urgentes, como bloqueio de salário, aposentadoria, benefício ou verba essencial, o pedido pode ser analisado com prioridade, mas não há prazo fixo garantido.

Também é importante considerar que, se o valor já tiver sido transferido para o processo, a situação pode exigir medidas adicionais.

Por isso, o mais importante é agir rapidamente, reunir documentos e demonstrar de forma clara por que o bloqueio deve ser revisto.

Precisa desbloquear uma conta judicialmente?

O bloqueio judicial não deve ser tratado como um problema apenas bancário. Se a ordem veio do processo, a solução também precisa passar pelo processo.

O primeiro passo é entender a origem do bloqueio, o valor atingido e se o dinheiro bloqueado tem alguma proteção legal ou relevância essencial para a pessoa, família ou empresa.

Se há salário, aposentadoria, pensão, benefício, conta empresarial, excesso de bloqueio ou risco de transferência do dinheiro para o processo, a análise deve ser feita com urgência.

Advogada para pedido de desbloqueio judicial de conta bancária

A atuação jurídica em pedido de desbloqueio judicial de conta bancária envolve a análise da origem da ordem, do processo, do valor bloqueado e da natureza do dinheiro atingido.

Esse trabalho é importante porque o desbloqueio não depende de simples solicitação ao banco. Quando o bloqueio é judicial, é necessário apresentar a situação ao juiz responsável, com argumentos e documentos que demonstrem a necessidade de liberação.

A Dra. Elisângela B. Taborda atua em casos envolvendo bloqueio judicial de contas, SISBAJUD, desbloqueio de salário, aposentadoria, benefício, conta de empresa, excesso de bloqueio e valores essenciais para sustento ou atividade empresarial.

O atendimento pode ser feito online, com análise dos documentos disponíveis e orientação sobre os próximos passos para tentar resolver o bloqueio no processo correto. O escritório atua em casos de desbloqueio judicial de contas e valores e, quando o bloqueio atinge empresa, também em defesa na execução para empresas.

Perguntas frequentes sobre pedido de desbloqueio judicial de conta bancária

Dra. Elisângela B. Taborda Dra. Elisângela B. Taborda Responde as principais perguntas FAQ

Dúvidas comuns sobre bloqueio judicial e pedido de desbloqueio, respondidas pelo escritório.

Marina

O banco pode desbloquear minha conta judicialmente?

Dra. Elisângela B. Taborda

Em regra, não. Quando o bloqueio vem de ordem judicial, o banco apenas cumpre a determinação. A liberação depende de decisão no processo que gerou o bloqueio.

Pedro

O que é SISBAJUD?

Dra. Elisângela B. Taborda

SISBAJUD é o sistema usado pelo Poder Judiciário para enviar ordens de bloqueio, desbloqueio e transferência de valores a instituições financeiras.

Júlia

O dinheiro bloqueado pode ser transferido para o processo?

Dra. Elisângela B. Taborda

Sim. Em muitos casos, o dinheiro primeiro fica indisponível na conta. Depois, pode ser transferido para o processo, conforme determinação judicial. Por isso, o tempo é importante.

Rafael

Quanto tempo o dinheiro fica bloqueado antes de ser transferido?

Dra. Elisângela B. Taborda

Não há uma regra única para todos os casos. O prazo pode variar conforme o processo, a decisão judicial e as movimentações do credor. Por isso, quando há indício de bloqueio indevido, excesso ou verba protegida, a situação deve ser analisada rapidamente.

Camila

Salário bloqueado judicialmente pode ser liberado?

Dra. Elisângela B. Taborda

Pode haver fundamento para pedir a liberação, desde que seja demonstrado que o valor tem origem salarial e é usado para sustento. A análise depende dos documentos e do tipo de dívida.

Lucas

Aposentadoria bloqueada pode ser desbloqueada?

Dra. Elisângela B. Taborda

A aposentadoria tem natureza alimentar e pode ter proteção legal. Para pedir o desbloqueio, é importante comprovar a origem do valor e o impacto da retenção.

Fernanda

Benefício do INSS bloqueado pode ser liberado?

Dra. Elisângela B. Taborda

Pode ser analisado pedido de desbloqueio quando o valor bloqueado corresponde a benefício previdenciário ou assistencial, especialmente quando usado para despesas básicas.

Diego

Conta poupança até 40 salários mínimos pode ser bloqueada?

Dra. Elisângela B. Taborda

O CPC prevê proteção para quantia depositada em caderneta de poupança até o limite de 40 salários mínimos, observadas as exceções legais e a análise do caso concreto. É necessário demonstrar a origem e a natureza do valor.

Marina

O que fazer se o bloqueio for maior que a dívida?

Dra. Elisângela B. Taborda

Pode haver excesso de bloqueio. Nesses casos, é possível analisar pedido de liberação do valor excedente, redução da constrição ou substituição da garantia.

Pedro

Minha conta foi bloqueada, mas não sei de qual processo veio. O que fazer?

Dra. Elisângela B. Taborda

O primeiro passo é tentar obter informações no banco, como número do processo, vara ou tribunal. Com prints, extratos e dados bancários, é possível buscar a origem da ordem e avaliar o pedido adequado.

Júlia

O dinheiro bloqueado volta sozinho?

Dra. Elisângela B. Taborda

Nem sempre. Se nenhuma medida for tomada, o valor pode permanecer indisponível ou ser transferido para o processo. Por isso, é importante verificar rapidamente se há fundamento para pedir a liberação.

Rafael

Posso fazer acordo para desbloquear a conta?

Dra. Elisângela B. Taborda

Em alguns casos, o acordo pode ajudar. Porém, antes de aceitar qualquer proposta, é importante analisar o processo, o valor da dívida, a legalidade do bloqueio e a existência de defesa, excesso ou verba protegida.

Aceitar acordo apenas para liberar a conta, sem essa análise, pode fazer a pessoa assumir uma dívida maior do que deveria ou deixar de discutir valores que poderiam ser desbloqueados.

Por isso, antes de fechar acordo, é recomendável consultar um advogado especialista em desbloqueio judicial para avaliar se o acordo é realmente o melhor caminho.

Camila

Conta de empresa pode ser desbloqueada?

Dra. Elisângela B. Taborda

Pode haver pedido de desbloqueio total ou parcial quando o bloqueio compromete a atividade empresarial, atinge verba essencial, supera o valor da dívida ou gera prejuízo desproporcional. Cada caso depende de prova documental.

Lucas

O pedido de desbloqueio é urgente?

Dra. Elisângela B. Taborda

Pode ser urgente quando o bloqueio atinge salário, aposentadoria, benefício, pensão, verba de sustento, conta de empresa ou quando há risco de transferência do dinheiro para o processo.

Fernanda

Preciso de advogado para desbloquear conta judicialmente?

Dra. Elisângela B. Taborda

Quando o bloqueio vem de um processo judicial, o pedido de desbloqueio deve ser apresentado no processo, com fundamentos e documentos. A atuação de advogado é importante para localizar a origem da ordem, analisar a natureza do valor bloqueado e formular o pedido adequado.

O dinheiro está bloqueado. Não espere virar um problema maior.

Quando uma conta é bloqueada judicialmente, o tempo pode fazer diferença. O valor pode ficar indisponível primeiro e, depois, ser transferido para o processo.

Se o bloqueio atingiu salário, aposentadoria, pensão, benefício, dinheiro de sustento, conta de empresa ou valor acima da dívida, a situação deve ser analisada rapidamente.

O banco não decide a liberação sozinho. O desbloqueio depende de providência no processo que gerou a ordem.

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